Patata II – Sim, o I morreu, e agora?

Bom, ontem de manhã, como de costume, o Pedro acordou e foi tratar o Patatá (o peixe), tudo normal até aí, saímos de tarde e quando voltamos, coloquei o Pedro na cama, que já estava dormindo e fui para cozinha, quando olhei para o Patatá, lá estava seu defunto a boiar – sim, ele morreu.

E agora, o que vou falar para o Pedro?

Ouvi algumas pessoas me dizerem:

– Mas Karina, é só um peixe!

– Esses peixes não duram nada!

Ok, gente, é só um peixe, mas quando eu – adulta e obviamente ciente da curta vida do pobre peixinho – vi seu defunto boiando, caiu um cisco aqui no olho. SIM,  me apeguei ao bichinho, assim como me apego a qualquer ser vivo do mundo, até o Sabiá que vai em casa quase toda manhã, piar na nossa janela, que na teoria nem me pertence, sinto a falta e penso que pode ter acontecido algo com ele, o dia que ele não aparece.

Temos uma rotina em relação ao peixe, assim como temos com o cachorro, com passarinho e conosco mesmos, o Pedro toda manhã coloca comida para ele, cada 15 dias nós dois juntos, limpamos o aquário, conversamos com o peixe e isso é mega legal para nós dois.

Pensei a noite toda como dizer a ele que aquele pequeno ser que dependia única e exclusivamente de nós dois para viver, morreu de repente, sem que pudéssemos fazer nada para impedir ou ajudar.  

Bom, me julguem!!

Vou comprar outro peixe e substituir.

– Mas Karina, que drama por conta de um peixinho e se fosse o cachorro, você também substituiria por outro?

Não sei, mas certamente não conseguiria disfarçar a minha tristeza por sua perda, talvez por estar junto conosco a mais tempo, talvez por interagir mais, não sei e confesso que não quero nem pensar nesse dia.

Entretanto, se a grande maioria – as pessoas que souberam da triste história do fim da vida do Patata  – consideram tão insignificante sua existência, porque não substituir e deixar esse ensinamento doloroso para quando de fato não puder evitar?

A morte é inevitável tudo um dia acaba e será assim sempre com tudo na nossa vida, então, infelizmente, ele ainda passará por muitas perdas na vida dele, inclusive a minha.

Está decidido o Patatá será substituído e o Patatá II passa a viver na nossa casa a partir de agora, sempre saberei que aquele ali não é o mesmo, mas para o Pedro nada vai mudar.

 

Coloquem aqui nos comentários se já passaram por algo parecido, divida com a gente essa experiência!

 

  

 

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Karina Martinelli

Karina, 30 anos, moro em Campinas - SP, com meu marido Thiago e meu filho Pedro Augusto, 2 anos. Vivo uma constante mutação e isso que me impulsiona na vida, mudo de ideia como mudo de roupas e considero isso mais uma qualidade do que um defeito. mais?