Buenos Aires

Estive em Buenos Aires em 2013, nessa época a presidente era Cristina Kirchner e o país estava no meio de uma porção de manifestações (oi, Brasil!?!) com as quais eventualmente cruzamos.

Buenos Aires é uma capital bem grande e dentre as coisas que me chamaram mais a atenção está o trânsito absolutamente caótico. Por outro lado, é uma cidade plana e é uma delícia caminhar pelas ruas dos bairros. Aliás, é bastante contrastante esse trânsito em horas de pico versus a calmaria na maior parte do tempo. Eu voltei de lá com a sensação de “quero viver neste lugar”, sério.

Plaza de Mayo e a Casa Rosada

Ficamos no Roomate Carlos, um hotel muitíssimo bem localizado no centro da cidade, num quarto estilo tipo loft bem amplo. Café da manhã era bem ok, mas ganhou muitos pontos pelas medialunas e, claro, o legítimo dulce de leche (eu sou do team doce de leite e deixo fácil o chocolate!). Pra nos locomover usamos ônibus, metrôs e táxis, que achei bem baratos na época, pra falar a verdade. Em todos os lugares por onde passamos fomos MUITO bem atendidos pelas pessoas, desvirtuando a máxima da rivalidade entre brasileiros e argentinos. Los hermanos se esforçam pra caramba pra nos compreender, arriscam algumas palavras em português e aceitam nosso portunhol meia boca. Acho que isso é reflexo do aumento de brasileiros que há alguns anos optam por conhecer a capital argentina, já que, convenhamos, fica mais barato ir pra lá que pra muito lugar aqui no Brasil.

Floralis generica

Não acho que valha a pena comentar muito sobre o câmbio pq de lá pra cá muita coisa mudou, mas basicamente era bem fácil trocar reais em qualquer casa de câmbio da cidade, as do centro pagavam melhor, e não lembro se chegamos a usar dólares, mas a maioria dos lugares aceitava, com boas taxas de conversão. O real também era aceito em alguns lugares – na época, poucos.

Também não dá pra conhecer BS As e não provar a carne deles (a menos que vc seja vegetariano). É bem menos temperada que a nossa e muito mais macia. Também comemos empanadas e provamos uma hamburguesa num carrinho de rua. E doce de leite, e alfajores Havana … hum!!

Dos passeios que fizemos, muitos se deram mais nesse caminhar mesmo. Fomos ao Museu Fragata Sarmiento, que é num barco, pequeno, bonitinho, simples. Nada imperdível, mas se está passando por lá, ele é baratinho. Fomos ainda ao Cemitério da La Recoleta, conhecemos o túmulo de Evita. No domingo, passeamos na super feirinha de San Telmo (sério, é imensa!), onde roubaram a câmera do Wagner – tenho muita sorte com isso! Conhecemos parques gostosos, o Hard Rock Café, andamos muito, sentamos nas praças… Valeu fazer o tour da Casa Rosada e visitar o Museu do Boca Juniors. Por fim, fomos também ao Zoo de Luján, que veja, é controverso… Hoje eu não iria lá, numa bela reflexão sobre os animais dopados e etcs, mas sim, foi um dia diferente e bacana.

llama y yo!

Buenos Aires tem lugares muito agradáveis, Puerto Madero a noite é lindo, El Caminito é um lugar mega simpático e assim, tem muita gente que faz bate e volta pra Buenos Aires e dá, sempre dá pra curtir um lugar dentro do tempo que vc tem disponível. Mas Bs As me encantou e eu realmente acho que a cidade vale muito mais tempo!

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Marcela Santander

Marcela, 30 anos. Pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião. Mãe, feminista, ser político. Interessada em estudar antropologia e convenções sociais. mais?