Rabiscos antigos: Início do destralhe

Infelizmente deste post eu não tenho a data, uma vez que este blog foi hackeado tempos atrás e eu perdi algumas informações. Anyway, pelo conteúdo suponho que seja do segundo semestre de 2015, logo que voltei de viagem e comecei um processo de me desfazer de muitas coisas de forma bastante consciente (quando me mudei da casa pro apto eu fui meio que obrigada, mas mesmo ali foi um exercício muito recompensador!). Aqui eu dou um start num dos temas que eu quero abordar aqui com mais profundidade num futuro bem próximo, o minimalismo.

Aí que este blog foi hackeado tempos atrás e eu perdi as galerias e os posts sobre as viagens. Também perdi o tema. Improvisei alguma coisa só pra deixá-lo mais bonitinho e os poucos adiciono o conteúdo novamente.

Tudo isso nasceu como um processo de organizar minha vida. Pq me parecia muito contraditório que eu, uma pessoa que sempre pôde ter tudo e sempre pôde fazer as próprias escolhas, estar sempre insatisfeita. Esse entendimento foi o que realmente mudou minha vida. Livrar-se de tudo que está em excesso pra começar a enxergar o que importa, sabe? Podem não existir fórmulas prontas pra se viver, mas certamente se a fórmula não pronta que inclui acumular (ou querer) centenas de coisas, tá errado. Posso dizer que é vazio na minha interpretação livre e individual; mas para além disso, é frustrante. É frustrante pq sempre vai ter um carro mais novo e mais foda, um celular será lançado duas semanas após vc comprar o seu, a moda se renova a cada estação e aquele sapato must have já era. É frustrante pq tem que ser frustrante, a gente tá sempre incompleto pq o consumo é condição da manutenção do status quo numa sociedade… de consumo!

Desapegar-se das coisas no começo é bem difícil, mas minha experiência tem me mostrado que tudo bem, já que, na vida prática, essas coisas não me fazem falta. E vamos combinar que dar muito valor às coisas, esse materialismo todo, é, no mínimo, meio mesquinho… E sim, eu julgo. O tempo todo!

Não sei se isso precisa ter nome; mas parece que tem, é minimalismo. É algo que eu tenho adotado já a algum tempo na vida. E com mais motivação desde que voltei de viagem. Foram umas dez sacolas de roupas. A mesa do quarto, uma TV (pq né, uma pessoa que vive sozinha não precisa de duas TVs em casa!).

Quando estará terminado esse processo? Sinceramente, quando eu me livrar do Facebook; a ideia é me organizar e ter tempo.

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Marcela Santander

Marcela, 30 anos. Pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião. Mãe, feminista, ser político. Interessada em estudar antropologia e convenções sociais. mais?