Dos recomeços

Setembro tem se mostrado implacável. Cada dia (ou a cada dois dias, pra ser bem exata) uma nova chateação se apresenta. A despeito disso, eu estou me sentindo bem ok.

Num fim de semana tive uma das piores notícias (im)pensáveis. Depois, na segunda-feira, saiu o resultado da primeira fase do processo seletivo do mestrado e, ao contrário do ano passado quando fui me ferrar só na entrevista, este ano meu projeto sequer foi aprovado.

Eu queria estar chateada – e de vez em quando bate um bode mesmo! Mas de uma forma geral eu me sinto leve; acho que, no fim das contas, com essa rotina que não me dá tempo pra nada, foi bom abrir mão de uma das atribuições. Mesmo que de forma compulsória. Mesmo que de uma das coisas que eram prioritárias e me davam mais satisfação pessoal.

Não é que eu tenha exatamente desistido deste projeto, mas ele me consumiria algo que não tenho (por enquanto!): tempo! Não me despeço da antropologia nem do meu processo de “tornar-me antropóloga”, mas eu vou deslocá-lo momentaneamente para um dos espaços mais caros, o das “não-obrigações”, das coisas que vc faz porque “não quer” ficar sem – e isso é tão diferente de “não pode”!

No plano dos projetos, portanto, tem uma vaga meio aberta, pq já quase preenchida. Talvez eu logo mais me envolva com outras coisas que eu (também) sempre quis fazer. Como voltar com este blog, mas não só.

Tenho até o fim do ano para organizar este recomeço. Veremos.

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Marcela Santander

Marcela, 30 anos. Pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião. Mãe, feminista, ser político. Interessada em estudar antropologia e convenções sociais. mais?