E esse lance de pedagogias?

Depois que Dan nasceu percebo que estou me tornando uma porção de outras “pseudocoisas”. Quando da época da introdução alimentar, ou bem antes ainda, pq, né, não dá pra se formar em três semanas haha. Enfim, lá fui eu ler, ler, ler até me sentir A_nutricionista – e carrego isso até hoje! Não pode juntar um monte de carboidratos (quando vejo que tem batata + arroz + outro eu internamente surto!), isso tem açúcar, aquilo um monte de sódio, embutido não presta, vitamina C é essencial para absorção do ferro, não pode pôr beterraba no feijão, etc, etc, etc. Ufa!

Após internalizar esses conceitos, eis que estamos perto de chegar numa nova fase. A escolinha. E aí, um ano antes comecei a ler, pesquisar, sair da caixinha do método montessori – eu conheci bem antes de sonhar em ter bebê, depois um professor comentou aqui, depois engravidei do Dan e compartilhei com uma amiga e isso pareceu o que existia de mais incrível. Grupos de mães no facebook ensinando como aplicar montessori em casa, contato com outras facetas da proposta – religião, um certo pragmatismo contra historinhas, a sistematização do aprendizado, a normalização ou normatização (como projeto de antropóloga não considero nenhuma tentativa de dar conta do “normal” como algo razoável). Leio, leio, questiono, leio mais. Acho que não é tudo aquilo – ou ao menos tá ali em pé de igualdade com outras propostas que eu não conhecia. Gente, pra mim o auge da pedagogia era Paulo Freire e ó, o cara é bom e acabou!

Basicamente minhas buscas vão ao encontro de uma escola que fuja do projeto de pedagogia tradicional. Aí que apareceram as escolas construtivistas – e, veja pra mim esses desdobramentos acabariam ali. Mas junto com Piaget vieram Freinet, Vigotsky, Steiner. E um monte de questões, de diferenças (por vezes sutis), de abordagens, de cosmologias, de identificação e, óbvio, de leituras.

E por algumas motivações eu começo essa incrível série de posts sobre “pedagogias para as crianças na primeira infância na visão de uma mãe não-pedagoga” – e marcar este local de fala é muito importante! A ideia é pesquisar um pouco sobre estes modelos existentes – ainda sem entrar nos méritos de escola x ou y, buscando entender a proposta que gerou o movimento lá na raiz, as adaptações e aplicações nos dias de hoje e o que eu gosto ou não.

É uma forma de efetivamente me debruçar sobre o assunto e de refletir sobre as escolhas que e estou tentando fazer. De quebra ainda compartilho minhas impressões com quem se deparou com as mesmas questões que eu. Parece bom!

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Marcela Santander

Marcela, 30 anos. Pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião. Mãe, feminista, ser político. Interessada em estudar antropologia e convenções sociais. mais?