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É o Dan… e agora?

Se tem uma coisa que essa gravidez tem me proporcionado em excesso é reflexão. Embora eu tenha me envolvido em várias atividades no semestre, minha concentração já não é a mesma há algum tempo – dizem que é normal, e se tem algo que tenho descoberto é que tudo de estranho é normal quando se está grávida!

Em resumo, tenho me perdido facilmente em pensamentos, seja pelo desinteresse momentâneo por outros assuntos, seja por ficar bastante tempo sozinha – uma amiga até me disse que a solidão é uma situação inerente à gravidez; fico ponderando até que ponto é assim mesmo, mas esse definitivamente não é o assunto pra pensar agora.

Sábado foi o chá de revelação. Dos grandes medos que sempre tive na vida engravidar sempre esteve entre os primeiros, especialmente por ser o tipo de situação que foge total de qualquer controle. A verdade é que sempre quis adotar uma menina, ao mesmo tempo que nunca me vi como mãe de um menino. Eu não sei pq desde o início achei que teria um menino, mesmo que lá no fundo rolasse um tiquinho de esperança. Mas eu estava certa: vem aí o Dan e bom, isso muda tudo.

Há uma infinidade de incertezas e medos nesse momento. Para além dos cuidados básicos, os quais tenho ponderado e tentado me convencer de que a prática é menos difícil que a teoria, mesmo pra quem nunca trocou uma fralda, me preocupa muito a formação de uma criança fora dos padrões convencionais da sociedade contemporânea – TV, consumo, alimentação, tecnologias, aprendizagem e, claro, moralidades, valores e essas coisas que crianças aprendem “primeiro em casa”. Mas vem também um outro ponto, o que argumentei como sendo um dos motivadores de querer saber o sexo do bebê – os desafios de criar um menino ou uma menina num mundo ainda machista. A verdade é que tenho certeza de todas as coisas que gostaria que uma garotinha soubesse desde cedo e também me são conhecidas as situações onde provavelmente noções de empoderamento seriam necessárias. Por outro lado, meu conhecimento sobre meninos é apenas sobre o que eles não devem ser. Isso não me parece nem o suficiente, tampouco bom: vc tem que saber a direção. E eu não sei!

Lógico, eu vou aprender, sei que vou descobrir e sei que não adianta sofrer desde já por coisas que ainda estão bem distantes, mas esse aqui é só um desabafo, pq eu precisava compartilhar aflições que vem me afligindo há… um dia (rs!).

E sim, estou feliz. Estou processando ainda a notícia, mas sei que aprenderemos juntos e será bem interessante! E desde já ele é o baby mais amado ever! Agora falta me acostumar que não preciso mais chamá-lo de baby: é Dan!

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