Tchau, cachinhos dourados!

Sábado foi dia do primeiro corte de cabelo. Eu relutei, pq gostava muito dos cachinhos, do cabelo bem clarinho (eventualmente escurecerá agora!), do quanto era fininho e macio. MAS… Estava embaraçando atrás e ele reclamando pra pentear, outro dia até ensaiou um choro. Criança simplesmente precisa estar confortável e ponto. Antes da estética e antes do gosto dos pais, inclusive.

Foi um misto de sensações ver meu bebê sentadinho ali na cadeira de carrinho, com aquela cara típica de bravo (ou sério) dele enquanto a moça simplesmente puxava e cortava os fios. Ele ficou lindo, mas me lembrou de uma conversa que eu nem sei com quem tive, por telefone (eu converso pra caramba com os secretários quando ligam!). Eu lembro que a pessoa peguntou do Dan – que na época estava com 8 ou 9 meses e então ouvi algo como “ah, ainda tem rostinho de bebê! Um dia a gente olha e eles simplesmente estão com cara de criança já, não sei em que momento foi isso, mas eu não percebi!” – sim, ela é mãe e como mãe (e esse é um dos cuspes que caíram na minha testa!) ela estava sentindo falta de uma fase da vida do filho que não voltará.

Tudo isso pra dizer que foi ali, naquele momento, que eu vi meu bebê como um menininho – ele continua bebê, mas a carinha não é mais a de bebê fofinho, de nenezinho de colo. Ele tem traços de criança já! E, poxa, eu não vi isso acontecer, eu não vi essa transformação se dando. Obviamente a gente não percebe essas mudanças no dia a dia de quem tá conosco. Nem na gente mesmo. Um dia simplesmente vc vê uma foto antiga sua e cai pra trás. É isso! Mas eu não esperava essa explosão de uma vez só ou com tanta intensidade!

Tempo, seja gentil!

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Marcela Santander

Marcela, 30 anos. Pisciana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião. Mãe, feminista, ser político. Interessada em estudar antropologia e convenções sociais. mais?